Torcedores lançam filme sobre o Duque de Caxias neste domingo

Documentário "Nada Nos Para" conta história do Gigante Tricolor da Baixada

Por: Sidney Araujo
15/02/2019 – 16:59
Foto: Divulgação / Nada Nos Para

O que você faria para demonstrar o amor pelo seu time do coração? Viajaria? Filmaria no estádio para postar nas redes? Mas que tal fazer um filme sobre ele? Jerson Pita e Igor Goulart, apaixonados pelo Duque de Caxias, tiveram a ideia de produzir um documentário sobre o Gigante Tricolor da Baixada: Nada Nos Para.

O evento de lançamento do filme Nada Nos Para acontece neste domingo (17), às 19h30min, no Embrasado Hamburguer Gourmet, na Avenida Expedicionário José Amaro, 1488, na Vila São Luiz, em Duque de Caxias, e todos estão convidados. Após a estreia, o documentário irá para as redes sociais da torcida Infernizada Tricolor, e também na página do filme no Facebook “Nada Nos Para”, além da página oficial do Duque de Caxias Futebol Clube.

Tudo começou há três anos como um trabalho de conclusão ao curso de jornalismo, mas que se transformou em um filme. Sobre isso, Jerson Pita conta aquilo que o inspirou e motivou a produzir a obra audiovisual.

– Decidi falar da torcida do Duque de Caxias, pois é algo que desperta a curiosidade de todos, quando digo que torço para o time da minha cidade. Conversei com o meu amigo Igor, que é editor, e ele topou fazer parte do projeto sem nunca ter pisado em um estádio de futebol. Com o desenrolar das filmagens, a gente foi se apaixonando pelo material e percebemos que poderíamos aproveita-lo como forma de deixar registrado para sempre a paixão que move os torcedores do Duque de Caxias – disse ele.

No filme, torcedores e ex-atletas do Gigante Tricolor da Baixada contam histórias que ajudam a entender que o amor por um clube de futebol vai muito além das quatro linhas. Jerson explica que o principal foco do documentário é mostrar a paixão inusitada por um time considerado pequeno, dificuldades e superações. 

– A gente começou entrevistando alguns torcedores. Depois fomos atrás de jogadores e ex-jogadores, sempre explorando essa ótica da paixão inusitada por um time de menor expressão e que enfrenta muita dificuldade de ganhar projeção na mídia. Isso foi importante, pois percebemos que nós poderíamos ser essa ponte e realmente ajudar a contar essa história para valorizar a cidade e seu povo – explicou.

Além de mostrar a paixão pelo Gigante Tricolor da Baixada, Jerson explica que o torcedor que mora na cidade de Duque de Caxias que assistir ao filme criará afinidade com os locais que são mostrados, pois são espaços de grande identidade com o povo caxiense. 

– O espectador vai perceber que por vários momentos a gente fez algumas imagens fora do estádio, mas de lugares importante para o povo caxiense e para o esporte. A ideia é fazer com que o torcedor crie afinidade com os lugares que são mostrados no filme. Espaços, que de alguma forma, todos já visitaram. Como exemplo, são filmadas quadras de futebol de Duque de Caxias para poder falar um pouco dessa paixão que o morador tem pelo futebol local – disse ele.

Onde foram gravadas as entrevistas?

Salvo algumas exceções, quase todas as entrevistas foram gravadas dentro do Marrentão, seja na tribuna de imprensa, vestiário, arquibancada, sala dos árbitros, banheiros ou até lanchonete. O torcedor do Duque de Caxias também vai fazer essa ligação instantânea com o local. O dilema foi contar essa história do clube e torcida em tão pouco tempo.

Como foram essas entrevistas? Pode dar algum spoiler?

Muita gente importante para a história da torcida e do clube não aparece no filme, mas não foi nossa intenção “premiar” os mais antigos e sim representa-los por essa safra de torcedores que sempre vem se renovando, ano após ano, e não deixa a história da torcida do Duque de Caxias acabar. 

Por que o título “Nada Nos Para”?

O nome do filme foi ideia do Igor Goulart, e vem a partir de um dos cânticos que mais tem empolgado a torcida nos últimos anos. O Nada Nos Para é uma construção coletiva e eu espero que a gente consiga transmitir essa paixão de uma forma imaterial. Mais do que nunca, a partir do documentário, a gente reafirma que o Duque é Imortal.

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